São
Benedito nasceu na Sicília, Itália, em 1526.
Seus pais eram descendentes de escravos vindos da Etiópia,
e mais tarde libertos por seus senhores, tomando o sobrenome dos mesmos.
Sua família era pobre e o Mouro, como era chamado, foi pastor
de ovelhas e lavrador. Aos 18 anos decidiu consagrar-se ao Senhor,
mas somente aos 21 anos foi chamado por um monge para viver entre
os Irmãos Eremitas de São Francisco de Assis.
Professou os votos de pobreza, obediência e castidade. Andava
descalço, dormia no chão sem cobertas e fazia muitos
outros sacrifícios. Muitas pessoas o procuravam pedindo conselhos,
orações e alcançavam muitas curas.
Depois de 17 anos, foi obrigado a se mudar para o Convento dos Capuchinhos,
onde foi escalado como cozinheiro, permanecendo nesse humilde serviço
até que foi eleito pelos seus irmãos de comunidade como
superior do Mosteiro. Era leigo, analfabeto, mas foi eleito por sua
santidade, prudência e sabedoria. Considerado iluminado pelo
Espírito Santo, profetizou muitas vezes com incrível
acerto.
Tendo concluído seu período como superior, retornou
com humildade e naturalidade para a cozinha do convento, reassumindo
com alegria as funções modestas que antes desempenhara.
Sempre que podia, São Benedito apanhava alguns
alimentos do convento, metia-os nas dobras do burel e, disfarçadamente,
os levava aos necessitados. Conta-se que numa dessas ocasiões,
o santo foi surpreendido pelo superior do convento, que perguntou:
"Que levas aí, na dobra do teu manto, irmão Benedito
?". E o santo respondeu: "Rosas, meu senhor !". São
Benedito desdobrou o burel franciscano e, em lugar dos alimentos
suspeitados, apresentou aos olhos pasmos do superior uma braçada
de rosas.
Amado de Norte a Sul do Brasil, onde o chamam "O Santinho Preto",
São Benedito morreu em 4 de Abril de 1589
em Palermo, na Itália. O culto de São Benedito,
um dos mais populares do país, é associado aos padecimentos
do negro brasileiro. Oração
à São Benedito
São
Benedito, filho de escravos, que encontrastes a verdadeira
liberdade servindo a Deus e aos irmãos,
independente de raça e de cor, livrai-me de toda a escravidão,
venha ela dos homens ou dos vícios, e ajudai-me a desalojar
de meu coração toda a segregação e a
reconhecer todos os homens por meus irmãos. São
Benedito, amigo de Deus e dos homens,
concedei-me a graça que vos peço do coração.
Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. |